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Entrevista com Liu Thai Ker

Liu Thai Ker

Francesco Perrotta-Bosch: Sobre o gerenciamento de água em Cingapura, durante sua palestra no Arq.Futuro, o senhor tinha um discurso estruturado nos termos captar, coletar, reciclar, além de dar ênfase à chuva e ao mar como fontes. Quais os principais aspectos da gestão de águas em Singapura que são exemplares para outras cidades no mundo?

Liu-Thai Ker: O primeiro ato foi a determinação do governo de Singapura para ser autossuficiente no abastecimento de água. A partir dessa decisão, o resto se desencadeou de modo lógico. Nós temos quatro “torneiras”. A primeira é a água que compramos da Malásia, ainda antes de receber qualquer tipo de tratamento. A segunda fonte é a água que coletamos em Singapura, captando entre 60% e 70% da chuva que cai no nosso território. Estamos trabalhando para que esse índice seja de 90%. Para que isso funcione, é fundamental proteger nossos rios. A terceira “torneira” é a água reciclada proveniente do tratamento do esgoto. É uma água potável, porém pura demais, tanto que ela é conduzida para um reservatório em que se mistura com as águas provenientes de outras fontes e seus respectivos minerais necessários para o consumo humano. A quarta fonte vem de dessalinização da água do mar. Felizmente, nosso mar é bem limpo, então o custo dessa operação não é tão alto.
É necessário encontrar o sistema mais barato possível, buscando diferentes fontes de coleta. Entender o custo de cada “torneira” é o modo de escolher a melhor combinação de fontes para cada cidade.

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Leia na íntegra na revista Monolito 23 (novembro 2014)
http://www.editoramonolito.com.br

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