Urbanismo Selvagem

Durante milênios para a civilização, misturar água e azeite tem o mesmo grau de dificuldade que a dissolução de dicotomias como natural e artificial, natureza e cultura, floresta e cidade. Os parques públicos que surgiram como escapes à agitação de ambientes urbanos, hoje passam a ser infraestruturas que reordenam a dinâmica urbana. Muito mais que fazer jardins, o paisagismo passa a se responsabilizar pela compreensão de lugares, territórios, ecossistemas, relações, sendo um fundamental organizador de grandes espaços urbanos.

O primeiro projeto de repercussão internacional que segue essa linhagem é o High Line, em Nova York, concebido pelo paisagista James Corner (Field Operations) e pelo escritório de arquitetura novaiorquino Diller Scofidio + Renfro, também responsável pelo projeto do MIS, frente a praia de Copacabana.

Amparado pelo conceito “urbanismo selvagem”, o DS+R amplia seu escopo de questões sobre o paisagismo contemporâneo com o projeto do Parque Zaryadye, vizinho à Praça Vermelha de Moscou. Selecionado por meio de concurso internacional e em plena construção, o novo parque da capital russa foi apresentado no Arq.Futuro: Parques Brasil pelo arquiteto Brian Tabolt, responsável pelo projeto dentro DS+R. A Bamboo conversou com Tabolt sobre como a paisagem tornou-se algo que podemos projetar.

Leia na íntegra no anuário da Bamboo (fevereiro 2015)
http://bamboonet.com.br/posts/brian-tabolt-arquiteto-do-diller-scofidio-plus-renfro-fala-sobre-paisagismo-urbano-e-o-novo-projeto-do-escritorio-nova-iorquino-o-parque-moscovita-zaryadye

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