Emaranhado. A cronologia de Nelson Felix

Nelson Tavares Felix de Oliveira nasceu no Rio de Janeiro, em 1954. Filho do médico Nelson Felix de Oliveira e da assistente social Andrea Dias Tavares, morou durante a infância e a adolescência no bairro de Ipanema, zona sul carioca. A família paterna era de classe média intelectualizada. Médico-farmacêutico, seu avô foi general do Exército, tendo tido quatro filhos. O primogênito era o pai do artista. O segundo filho era o poeta Moacyr Felix, diretor da editora Paz e Terra e autor de diversos livros, como Neste lençol, 1977, Singular plural, 1988, e Introdução a escombros, 1998, pelo qual recebeu o Prêmio Jabuti. Também foi colaborador do Paratodos, jornal de cultura do Partido Comunista Brasileiro (PCB), dirigido por Jorge Amado e Oscar Niemeyer. Ao recordar do pai e do tio, o artista Nelson Felix relata:

Quando eu era menino, com mais ou menos cinco anos, via meu pai sendo sempre tratado com “ô, doutor!”, e meu tio como “ô, poeta!”, com reverência, enquanto se referiam às outras pessoas como “senhor”. Desde pequeno fiquei atento àquela deferência que faziam ao meu pai e ao meu tio. Passei a achar que médico e poeta eram seres humanos especiais. Fiquei com aquilo na cabeça: poesia era uma coisa especial. Quando fui ler poesia pela primeira vez, entre oito e nove anos, achei que teria um êxtase, que algo especial aconteceria na minha vida. Li poemas de Rilke que meu tio me deu, e não aconteceu nada. Foi uma pequena decepção.

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Leia a íntegra dessa cronologia ensaística no livro OOCO – Nelson Felix, publicado pela Pinacoteca de São Paulo

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