Destacar-se do solo, proteger-se do sol

À sombra de estridente polêmica ambiental que envolveu a escolha do sítio, jornais e revistas não perceberam a notável arquitetura que ali surgia. Comparada à imensidão da planície que a envolve, é comedida a dimensão da sede do campo de golfe das Olimpíadas do Rio de Janeiro. É a escala correta para uma edificação que se permite ser atravessada pela paisagem exuberante: não somente o vento que a corta livremente, mas o olhar permanece desimpedido para admirar o gramado entremeado por pequenas dunas e circundado pelo manguezal que o separa da lagoa de Marapendi. O que vemos é uma espécie de miragem da Barra da Tijuca idealizada por Lucio Costa: a planície natural a perder de vista – é verdade que em um estado menos selvagem do que o imaginado por nosso mestre – e um aglomerado de edifícios altos brotando ao longe nessa baixada.

Leia na íntegra na edição 263 da AU (fevereiro 2016)
http://au.pini.com.br/arquitetura-urbanismo/263/rua-arquitetos-projeta-sede-do-campo-olimpico-de-golfe-no-367497-1.aspx

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