O Prédio, o Mercado e a Cidade

Há mais de meio século, a relação entre a escola paulista de arquitetura e o mercado imobiliário paulistano é restrita a casos pontuais. A boa arquitetura teve seu momento áureo na construção de edifícios residenciais nos anos 1950, estendendo-se um pouco para as décadas adjacentes – o bairro de Higienópolis que o diga. Porém, se tomarmos como parâmetro o ano de 1969, quando foi concluído o edifício da FAU-USP na Cidade Universitária, e averiguarmos a quantidade de torres de moradia construídas posteriormente na malha urbana da capital paulista que seguem os preceitos da geração intelectualmente fundada por João Vilanova Artigas, qualquer um de nós terá dificuldades de exemplificar com uma quantidade maior que a dedos nas duas mãos.

É uma constatação um tanto quanto absurda se pensarmos que é uma metrópole de mais de duas dezenas de milhões de habitantes e que dentro de si abriga uma escola arquitetônica tão notável, consagrada e, ao mesmo tempo, restrita a construir exceções na cidade.


Leia na íntegra na AU 267 (junho 2016)
http://au.pini.com.br/arquitetura-urbanismo/267/una-arquitetos-projeta-huma-klabin-edificio-residencial-de-relacao-franca-371097-1.aspx

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