Emaranhado. A cronologia de Nelson Felix

Nelson Tavares Felix de Oliveira nasceu no Rio de Janeiro, em 1954. Filho do médico Nelson Felix de Oliveira e da assistente social Andrea Dias Tavares, morou durante a infância e a adolescência no bairro de Ipanema, zona sul carioca. A família paterna era de classe média intelectualizada. Médico-farmacêutico, seu avô foi general do Exército, tendo tido quatro filhos. O primogênito era o pai do artista. O segundo filho era o poeta Moacyr Felix, diretor da editora Paz e Terra e autor de diversos livros, como Neste lençol, 1977, Singular plural, 1988, e Introdução a escombros, 1998, pelo qual recebeu o Prêmio Jabuti. Também foi colaborador do Paratodos, jornal de cultura do Partido Comunista Brasileiro (PCB), dirigido por Jorge Amado e Oscar Niemeyer. Ao recordar do pai e do tio, o artista Nelson Felix relata:

Quando eu era menino, com mais ou menos cinco anos, via meu pai sendo sempre tratado com “ô, doutor!”, e meu tio como “ô, poeta!”, com reverência, enquanto se referiam às outras pessoas como “senhor”. Desde pequeno fiquei atento àquela deferência que faziam ao meu pai e ao meu tio. Passei a achar que médico e poeta eram seres humanos especiais. Fiquei com aquilo na cabeça: poesia era uma coisa especial. Quando fui ler poesia pela primeira vez, entre oito e nove anos, achei que teria um êxtase, que algo especial aconteceria na minha vida. Li poemas de Rilke que meu tio me deu, e não aconteceu nada. Foi uma pequena decepção.

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Leia a íntegra dessa cronologia ensaística no livro OOCO – Nelson Felix, publicado pela Pinacoteca de São Paulo

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Reinventer Paris

Consórcio Urbem Triptyque – Philip Yang, Olivier Raffaëlli, Angela Freitas, Edson Moura, Maxime Barkatz
Arquitetos Paulo Mendes da Rocha, Joly & Loiret, Triptyque, Philippe Rahm, Marcio Kogan, Alejandro Aravena, MMBB, Carlo Ratti, Alex Washburn (NBBJ), Angelo Bucci (SPBR), Andrade Morettin, Edouard François
Curador Milton Braga
Editor Francesco Perrotta-Bosch
Design Julio Mariutti (estúdio Logos)

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Leia mais em:
urbem-triptyque.com/#equipe

Imagem

Triângulo São Paulo

triangulo

Organização Fernando Östlund e Rafael Pavan
Textos Teté Martinho
Pesquisa Francesco Perrotta-Bosch

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Híbrido de caderno de viagem e guia arquitetônico, Triângulo São Paulo – um guia para se perder no centro, que será distribuído gratuitamente pela Associação Viva O Centro e na data de seu lançamento, apresenta 31 pontos de um possível mapa do triângulo histórico da cidade, delimitado pela Praça da Sé e os largos de São Francisco e São Bento. Com foco nesse pequeno núcleo e a partir de elementos visuais, a publicação traça um percurso revelador das muitas camadas de história acumuladas no coração de São Paulo, às quais o olhar distraído já não consegue alcançar.

Entre os pontos relevantes do percurso propostos estão construções, monumentos, jardins, painéis, estátuas, praças, passagens. Com organização de Fernando Ostlund e Rafael Pavan, a pesquisa de Francesco Perrotta-Bosch resgata detalhes sobre a arquitetura e a história de cada um, condensados, em texto, pela jornalista Teté Martinho. O guia sugere ao leitor contemplar essa herança arquitetônica e cruzar informações sobre o passado e o presente de edifícios e espaços públicos, como Praça Patriarca, Praça Da Sé, Largo São Francisco, Edifício Martinelli, Igreja Do Carmo, Catedral Metropolitana, Casa Mathilde, Solar Da Marquesa De Santos, entre outros.

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Leia mais em:
http://www.triangulosaopaulo.com.br